quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamim Button


Depois de inúmeros "Vai ver!" eu fui ver o "Curioso Caso de Benjamim Button" mais pelo David Fincher diretor corrosivo de Clube da Luta e Zodiaco que por Brad Pitt ou Cate Blanchet que eu sinceramente não gosto.
O filme começa com Cate Blanchet velhinha no hospital sob os cuidados da filha Caroline (Julia Ormond escancaradamente envelhecida). Logo no começo Daisy (Cate Blanchet) conta uma lenda sobre Sr. Gateau (Elias Kotea) que fazia relógios e com a morte de seu unico filho na Guerra constroi um relógio que corre de trás para frente. Ai pede que a filha leia um diário contando sobre Benjamim Button.
Benjamim nasce bem em meio a comemoração do fim da Segunda Guerra e sua mãe morre no parto, seu pai quando o vee o entrega num asilo de idosos. Lá Queenie (Taraji P. Henson), enfermeira do asilo e única pessoa que ama Benjamim incondicionalmente e será sua mãe do coração. A vida no asilo mostra rotina e morte. Mostrando figuras engraçadas como a senhora que veem com um cachorro e ensina Benjamim a tocar piano ou o senhor que foi atingido por um raio sete vezes na vida. No asilo em dias de visita Button conhece Daisy (Ellen Fanning) que visitava sua avó.
Com 17 anos Benjamim começa a trabalhar num barco com Mike (Jared Harris) e tem um caso com uma mulher casada (Tilda Winston). Enquanto isso Daisy tem sua ascensão profissional como bailarina.
O filme nem de perto lembra o citrico Clube da Luta, tem participações que me inquietaram como Elias Kotea (quem viu Crash de Cronnnenberg lembra dele como o sádico doidão) como o triste Sr. Gateau.
De resto o roteiro tem algo que lembra Forrest Gump com a diferença de Button ser inteligente e profundo. E principalmente pelos dois protagonistas desbravarem sua vida no mar com companheiros mais fortes que eles, em Gump, Gary Sinise faz um papel similiar ao cinico Capitão Mike (Jared Harris).
E o filme também namora a narrativa gostosa de Amelie Poulain como a cena que Benjamim conta vários fatos antes do acidente que mudará a vida de Daysi e por 5 segundos não teriam acontecido ou a linda sequencia final que mostra o grande talento de cada um como de Queenie ser mãe, Mike ser artista ou seu pai Sr. Button fazer botões.
Só nos lembramos que estamos vendo Fincher na excelente cena de guerra de Button e seus companheiros no meio de um ataque de um submarino depois de Pearl Harbor que de leve lembra a sequencia do avião caindo com Norton em Clube da Luta.
Talvez o recado seja nossa idade interior nunca sera igual a nossa idade aparente.

2 comentários:

Fábio disse...

Muito bom o seu blog

Teo disse...

Já vi ótimas criticas desse filme. Inclusive de familiares meus. Nunca vi mas estou ansioso, muito ansioso para assistir.

Pode deixar, voltarei sempre aqui

Abração!

Teo