quinta-feira, 30 de abril de 2009

Fantástica Cozinha Thai



Neste domingo último, fui convidada a experimentar os sabores e cheiros da cozinha tailandesa. Marquei uma aula personalizada no Mesa Thai. O Chef Daniel foi logo explicando por que em lugares quentes sempre as comidas tem muita pimenta e açúcar.
Por que a muito tempo para não apodecrer os alimentos estes ingredientes eram usados. E para amenizar os sabores ai sim os tailandeses colocam leite de coco.
Já na pratica, tive que cortar com uma faca japonesa e tem um truquezinho da falange do dedo médio servindo de apoio para a faca e ai deslizando sobre o alimento. Depois de uns 3 pitos finalmente cortei direitinho. E mexer com massa de Wan Tan então? Detalhe: esta massa é mais fina que massa de gyosa ou rolinho primavera.
E lá fomos nós fazer Frango ao Curry, numa panela colocarmos uma pasta base (com alho, erva cidreira, raiz de coentro) e pasta de curry, misturamos bem e em seguida leite de coco. Estará pronto quando sair um óleo avermelhado do curry, ai colocamos mais leite de coco, açúcar, amendoim, frango cru e abacaxi. Decoramos os bowls com leite de coco em espiral. E pronto!
E em meio a panelas quentes, facas, cheiros ouviamos Daniel contando desde suas aventuras na Tailandia até problemas simples como administrar uma cozinha e seus cozinheiros.
Eu só posso dizer que o medo se transformou em adrenalina. E não vejo a hora de colocar em prática tudo que aprendi "ou pelo eu acho que aprendi" e fazer o delicioso ao Frango ao Curry com utilizando a famosa faca que usamos no curso. Faca esta comprada no dia seguinte na Liberdade por um preço camarada.
E viciei nesta sensação e quero mais vezes, esta magia de pegar seus problemas: cortar, fritar, assar e por fim colocar numa bowl e decorar com broto de bambu, manjericão tailandês, pimentas verde e vermelha e ver como tudo mudou e pode mudar!!!
Ah! Outra coisa nunca peçam hashi (o comum pauzinho) num Restaurante Thai use só garfo e colher para não cometer uma gafe regional!!!

sábado, 25 de abril de 2009

Kill Bill Vol 1 e 2


Depois de 4 anos em coma "A Noiva" (Uma Thurman) acorda depois de uma picada de inseto. E neste clima de quadrinhos, Tarantino brincará com os gêneros Kung Fu e Wersten. Tarantino, finalmente mais maduro, mostra sua personagem feminina, desenvolvedo o lado materno.
Tanto que em duas cenas quando aparecem crianças, a luta para e fica mais lúdica. Em Kill Bill Vol. 1, depois de sair do hospital se arrastando, entrando na "Picape das Gostosas" do enfermeiro que a abusava sexualmente e recuperar os movimentos dos pés depois de 13 horas.
Ai então o roteiro brinca com descendente de japoneses e só eles entendem a piada. Thurman parte para Okinawa (que na verdade pertenceu aos EUA durante 27 anos e só em 1972 voltou a pertencer ao Japão).
Lá The Bride, fabricará sua Hattori Hanzo (espada samurai) durante um mês com o mestre interpretado por Sony Chiba. E usando esta arma de fabricação mais americana que japonesa, nossa heroína lutará contra O-Ren Shi (Luci Liu) que apesar de ser sino americana agora é chefona da Mafia Japonesa. E numa das melhores cenas de luta ja vistas Uma extermina os 88 loucos, Go-Go (a adolescente sádica), Sofie (com seu celular irritante) e numa cena idilica acaba com O-Ren num pequeno jardim japonês em meio a neve.
Ai entramos na parte wertens em Kill Bill Vol. 2 onde num conversivel nossa heroína ruma para "um rompante de violência" e finalmente matar Bill. Primeiro ela enfrenta Budd (Michael Madsen) sempre sádico desde de Cães de Aluguel e terá que sair da cova de Paula Schultz onde é enterrada viva.
Neste ponto a história da espaço para mostrar o treinamento cruel de Pai Mei, mentor também de Bill. O resto é surpresa.
Kill Bill vale pelo despudoramento de gêneros, a simplicidade e hulmidade de Uma Thurman, que intercala desespero pelas situações de perigo até a volta por cima como uma heroína sobre humana. Enfim Tarantino fala das mulheres do jeito dele, mais impossivel não agradecer a homenagem a nossa força mesmo diante de nossas fragilidades.



domingo, 19 de abril de 2009

Divã



Não é o filme mais excelente do ano... O roteiro as vezes se explica muito. O que poderia fazer com imagens. Mais impossível não sair mais leve de Divã.
Mercedes ( Lilia Cabral) vai num psiquiatra de brincadeira e acaba encanrando de frente seus problemas. Descobre primeiro que o marido tem amante (e aí a grande ousadia do roteiro) , ela tem um caso com Theo (Reynaldo Gianecchini), irmão de uma aluna de matemática de Lilia que da aulas particulares. Ai a analisada da um salto entre repicar cabelo (numa cena hilária), tomar banho de chuva depois de fazer amor com a amante até o inevitável fim. Mercedes é uma mulher real, deixa o frango cru, repica o cabelo quando esta apaixonada, tem ciumes do ex-marido.
As vezes beirando ao teatral, por ter o analista uma figura de costas sem rostos e assim sua protagonista fala conosco da plateia. Alias a propria Lilia fez a peça de Martha Medeiros com Alexandra Richter e Ernesto Piccolo como o analista.
Tem algumas boas tiradas como o teste da cama de casal de Gustavo (José Mayer) e Mercedes e onde eles mostram o tédio da relação e assim encerram o casamento. E frases bonitas como a última noite em que dormem juntos e Gustavo diz que pode ser um fim bom e Lilia: - Gustavo é o fim. Se fosse bom seria o começo.
Além do mais o filme fala de perdas como a da mãe de Mercedes com 8 anos de idade até o drama de sua amiga Mônica (Alexandra Richter) que vai desde do ciumes pelo marido bonitão até a cumplicidade com sua melhor amiga falando com o ex Gustavo.
Divã é um filme que podemos nos conformar com nós mesmos ou até mudar de atitudes.