quinta-feira, 16 de maio de 2013

CONFEITARIA COLOMBO - SABORES DE UMA CIDADE

 

Livros históricos não são muitos familiares para mim. Porém, não poderia deixar de mencionar o livro Confeitaria Colombo, por retratar uma época importante sociogastronômica da cidade do Rio de Janeiro.

Na época da belle époque, as confeitarias eram o grande ponto de encontro. É dessa era que foi criada uma das confeitarias mais famosas do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo. Inaugurada em 17 de Setembro de 1894, a Confeitaria foi a realização de um sonho de Manoel Lebrão para conquistar Rio de Janeiro.

colombo2Neste mesmo período, a Confeitaria Pascoal era o reduto dos intelectuais, tendo Olavo Bilac como um grande habitué. Até que Bilac brigou com Pascoal e começou a frequentar a Confeitaria Colombo. Entre os frequentadores estavam Paula Ney, Emílio de Menezes e Guimarães Rosa. Mordedores são pessoas interesseiras e em homenagem aos mordedores Emílio de Menezes faz o “Hino à Dentada”. Machado de Assis já era discreto comia salgadinhos acompanhados de limonada e Olavo Bilac sempre devorava Camarões Empanados com água Caxambu. Tanto que em 1913, Bilac se surpreende ao ver no cardápio “Peru à Bilac”.

Dona Noêmia, uma senhora viúva e mãe de Heitor Villa-Lobos, começou a passar toalhas e guardanapos para sustentar a casa. E Heitor para sobreviver, tocava violoncelo no salão de chá. Em 1916, a Colombo começou a vender a geleia de mocotó. E em 1920, a Confeitaria torna-se a fornecedora oficial dos Banquetes da cidade. Mais tarde, a Confeitaria transformaria-se num circuito turístico quando, em 1922, é aberto o salão de chá, separando do salão de serviço.

A Colombo nunca deixou de fluir junto com o Rio de Janeiro, sempre se mantendo atualizada. Em homenagem a Olavo Bilac fizemos seu Camarão Empanado.

Camarão Empanado

(Rendimento 12 unidades)

Camarão

12 camarões VG (vermelho grande)

1 colher sopa de azeite de oliva

1 cenoura media picadinha colombo3

2 talos de aipo

200 ml de vinho branco

400 ml de água

Massa

1 cebola media

1 dente de alho picadinho

2 tomates maduros sem pele e sem sementes

100 ml de leite de coco

1 colher (sopa) manteiga

1 xícara (chá) de farinha de trigo triplamente peneirada

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para empanar

2 ovos batidos

1 xícara (chá) de farinha de rosca

Camarão

· Descascar os camarões, mas manter os rabinhos; retirar os intestinos e lavá-los bem. Reservar na geladeira.

· Lavar bem as cascas dos camarões e escorrer.

· Aquecer o azeite em uma panela e juntar a cenoura e o aipo. Refogar um pouco e juntar as cascas dos camarões. Mexer um pouco. Adicionar o vinho branco e a água.

· Deixe ferver por cerca de 15 a 20 minutos.

· Colocar tudo em um liquidificador, bater bem, peneirar e voltar o caldo para a panela. Deixe ferver novamente.

· Cozinhar os camarões no caldo por cerca de 2 minutos. Retirá-los e esfriá-los rapidamente. Voltá-los para a geladeira enquanto prepara a massa.

· Ferver o caldo até reduzir para 1 xícara de chá e reservar para o preparo da massa.

Massa

· Aquecer a manteiga e nela refogar a cebola e o alho. Juntar o tomate e o leite de coco. Cozinhar por uns 5 minutos e bater no liquidificador até virar um molho.

· Juntar o molho ao caldo reservado do preparo do camarão na panela e cozinhar mais uns minutinhos.

· Adicionar a farinha de trigo de uma vez só e mexer bem até a massa soltar do fundo e dos lados da panela. Temperar com sal e pimenta-do-reino.

Montagem

· Colocar a massa sobre a bancada e trabalhar com ela até que fique fria.

· Temperar os camarões com um pouco de sal.

· Pegar um pedaço da massa e abrir na palma da mão. Colocar o camarão dentro e fechar com cuidado deixando o rabinho para fora.

· Passar os camarões nos ovos batidos e depois na farinha de rosca. Frite em óleo a 180 º C.

 

30746956CONFEITARIA COLOMBO - SABORES DE UMA CIDADE
Formato: Livro
Autor: FREIRE, RENATO
Autor: RODRIGUES, ANTONIO EDMILSON MARTINS
Idioma: PORTUGUES
Editora: CASA DA PALAVRA
Assunto: BIOGRAFIAS - GASTRONOMIA
ISBN: 8577342948
ISBN-13: 9788577342945

2 comentários:

Unknown disse...

Os quitutes e o charme da Colombo há mais de um século adoçando a vida dos cariocas e turistas que passam por lá. Infelizmente não consegui visitá-la quando estive no Rio de Janeiro.

Vanessa de Faria disse...

Obrigada pela consideração Danusa! Eu também estou adorando essa parceria, e os seus quitutes também! Muitos beijos. Vanessa.